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26/03/2016

Os excessos

Há uns meses juntei o útil ao agradável e enquanto tenho os miúdos no treino de judo, aproveito para fazer aulas de grupo no ginásio. Já fiz jump, piloxing, piloxing KO, pilates (que fiz durante muito tempo antes do yoga), alongamentos, fit mix, local mix, e coisas com nomes deste género (aulas de "aeróbica" e "step" como havia antigamente já não existem...). Além das aulas que faço como aluna, também dou aulas de yoga noutro ginásio. Significa isto que tenho passado muito tempo em ginásios. E, como cientista que sou, gosto de observar. E o que observo é o exagero das pessoas com o exercício físico.

Há pessoas, mulheres, sobretudo, que vejo no ginásio todos os dias e fazem não uma, mas 2, 3 ou todas as aulas que houver... Saem de uma aula para a outra, suadas e cansadas, mas não desistem. É isto todos os dias. Querem emagrecer, ficar em forma. Mas será que este ginásio todo resulta? Pelo que vejo, na maioria dos casos não resulta. Não vejo ninguém a ficar mais magro e depois das festas os quilos a mais são bem visíveis. O cansaço está estampado no rosto, porque além do ginásio, estas mulheres têm trabalhos, filhos, casas para cuidar. Em termos de flexibilidade, até me arrepia ver miúdas de vinte e poucos anos que nem por nada conseguem tocar nos dedos dos pés.

Nos meus tempos de musculação, sempre ouvi e li que o melhor são treinos curtos e intensos. No cardio, isso também se vê no HIIT e no Tabata. Muita intensidade num curto período de tempo. É o que nos dá um corpo forte e saudável. Lembro-me do exemplo que o Mark Sisson dá no seu livro relativamente a isto - é só comparar o corpo de um maratonista com o corpo de um atleta dos 100 metros. Quanto mais a distância de corrida aumenta (e o tempo de treino), mais a massa muscular diminui e, na minha opinião, diminui também o bom aspeto físico.

A sério que acho que muitas mulheres portuguesas andam a matar-se no ginásio. Aulas, aulas e mais aulas, mas resultados pretendidos (emagrecer, ficar em boa forma física, ter um corpo de biquini invejável), nada. É aulas de manhã antes do trabalho, aulas à tarde depois do trabalho, dietas, dietas, e mais dietas, mas onde estão os resultados? Passa-se aqui algo de muito errado.

Como em tudo na vida, no exercício físico o que funciona é o caminho do meio. Nem 8 nem 80. Acho que toda a gente sabe isto, mas aquela crença do quanto mais melhor continua lá no fundo do cérebro e é difícil eliminá-la.

Quem se lembra dos 3 quilos que eu perdi o ano passado quando estive um mês de férias? Não pus os pés no ginásio e fiz muito menos yoga do que gostaria, mas mesmo assim perdi 3 quilos. Como? Olhando para os registos que fiz desse mês, a resposta é claríssima: comi menos, tive cuidado com a comida, sobretudo com os hidratos de carbono complexos, e mexi-me bastante todos os dias. Andava a pé, fazia pinos na praia, jogava raquetes, nadava... Foi a combinação de cuidados com a alimentação e um estilo de vida ativo. Foi isso que me fez perder 3 quilos num mês. Não foi passar horas a fio no ginásio.

É claro que as pessoas são diferentes e o que resulta para uns pode não resultar para outros. Mas eu, de facto, quando me sinto melhor é quando ando mais a pé, quando brinco mais, quando faço atividade física não planeada. Desisti das 3 aulas por semana que andava a fazer no ginásio (piloxing KO, jump e pilates); a partir de agora vou fazer só uma aula de jump, porque acho mesmo piada, e uma de alongamentos sexta à tarde (fiz a semana passada e soube-me muito bem, para fechar a semana). Continuo com a minha prática de yoga matinal, claro. E o que tenho feito agora e quero continuar é andar a pé. E com esta vista, andar a pé é um prazer!

06/08/2015

Como ser mais feliz? Passa tempo na Natureza


Rita B. Domingues & Márcio C. Santos

Passar mais tempo na Natureza é uma outra técnica frequentemente aconselhada como forma de apurar os sentidos e esvaziar a mente. Embora seja uma área relativamente recente, a psicologia ambiental tem fornecido uma visão sobre as relações existentes entre as pessoas e os ambientes que as rodeiam, quer naturais como construídos (Gifford, 2014). Os ambientes naturais revelam de facto uma riqueza de características restaurativas que melhoram o funcionamento cognitivo, o humor, a vitalidade e que ajudam a reduzir o stresse e a agressividade (Kaplan, 1995). Por exemplo, o envolvimento em atividades recreativas ao ar livre, tais como o surf, tem um impacto significativo no bem-estar, principalmente quando o envolvimento é elevado (Cheng, Tsui, & Lam, 2015); um simples passeio por um espaço verde, como um parque ou o campo, tem uma maior influência na recuperação da fadiga física e mental relativamente a um passeio por um ambiente urbano (Hartig & Staats, 2006). De facto, ambientes naturais como a praia ou o campo têm um efeito positivo na felicidade e no bem-estar físico e mental (MacKerron & Mourato, 2013).

Próximo post: pratica Yoga!


Referências

Cheng, S.-T., Tsui, P. K., & Lam, J. H. M. (2015). Improving mental health in health care practitioners: randomized controlled trial of a gratitude intervention. Journal of Consulting and Clinical Psychology, Vol 83(1), Feb 2015, 1277-186., 83(1), 177–186. Retrieved from http://psycnet.apa.org/?&fa=main.doiLanding&doi=10.1037/a0037895
Gifford, R. (2014). Environmental psychology matters. Annual Review of Psychology, 65, 541–579. doi:10.1146/annurev-psych-010213-115048
Hartig, T., & Staats, H. (2006). The need for psychological restoration as a determinant of environmental preferences. Journal of Environmental Psychology, 26(3), 215–226.
Kaplan, S. (1995). The restorative benefits of nature: Toward an integrative framework. Journal of Environmental Psychology, 15(3), 169–182. doi:10.1016/0272-4944(95)90001-2
MacKerron, G., & Mourato, S. (2013). Happiness is greater in natural environments. Global Environmental Change, 23(5), 992–1000. doi:10.1016/j.gloenvcha.2013.03.010



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03/04/2015

Mais um produto verde na minha rotina de beleza || a esponja Konjac

Há dias o Círculo Bio, uma loja de cosméticos biológicos sobre a qual já falei aqui, contactou-me para ver se eu gostava de experimentar a esponja Konjac. Nunca tinha ouvido falar de tal coisa, mas fui investigar e fiquei interessada no assunto.

A esponja Konjac é feita de fibras vegetais de uma planta asiática, Amorphophallus konjac. É usada há mais de mil e quinhentos anos na Ásia como produto de beleza para peles sensíveis. As esponjas que são comercializadas são 100% naturais, sem corantes, aditivos ou produtos tóxicos, e têm certificação vegan e cruelty-free. Depois de ler isto, fiquei entusiasmada e escolhi uma esponja facial com carvão de bambu, adequada para peles oleosas e problemáticas. Há uma grande variedade de esponjas, consoante os tipos de pele.



A esponja chegou há uns dias e já sou fã! Tenho-a usado de manhã e à noite para limpar e esfoliar suavemente a pele, sem necessidade de usar qualquer outro produto além da água. A pele fica super macia e sedosa! Tenho seguido os seguintes passos:

1 | Molho bem a esponja, pois quando seca é dura que nem uma pedra.
2 | Massajo a face com movimentos circulares, dando especial atenção às zonas mais problemáticas (no meu caso, o queixo). Não tenho usado produtos de limpeza, mas pode adicionar-se se necessário.
3 | Após utilizar, molho novamente a esponja e espremo-a para retirar o excesso de água; depois penduro-a e fica a secar ao ar.
4 | Tenho usado sempre de manhã e à noite.

Estou a adorar, mesmo! Uma nova adição verde à minha rotina diária!


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30/01/2015

As maravilhas do vinagre

Uma das maiores mudanças que fiz em casa quando abracei um estilo de vida mais simples e mais sustentável, foi começar a usar produtos de limpeza mais "verdes". Já experimentei várias receitas e vários produtos, mas gosto de manter as coisas simples e usar o mínimo de produtos possível.

O vinagre é o meu favorito! Uso-o para quase tudo, por causa do seu poder desinfectante! Depois de experimentar várias receitas, umas com mais outras com menos vinagre, adoptei esta:

> meio litro de vinagre de vinho branco
> meio litro de água
> um fio de Fairy
> algumas gotas de óleo essencial (opcional)

Tenho frascos de spray com esta mistura na cozinha e casas de banho, e uso-a para limpar e desinfectar bancadas, fogão, electrodomésticos, caixotes do lixo, tábuas de cortar, louça cheia de gordura, louças sanitárias, azulejos, caixote dos gatos, tapetes de yoga, vidros, espelhos, e todos os móveis excepto os de madeira. Quando é necessário um maior poder de limpeza, como para as sanitas, posso adicionar um pouco de bicarbonato de sódio. Também uso vinagre puro, bicarbonato de sódio e água quente para desinfectar as garrafas Sigg. Para lavar o chão, coloco cerca de meia chávena de vinagre puro para meio balde de água quente, umas gotas de Fairy e umas gotas de óleo essencial. Não é que o chão fique a cheirar a vinagre, mas com as gotas do óleo fica um cheiro mais agradável.

O vinagre de cidra também tem várias aplicações. Por exemplo, uso-o na máquina de lavar roupa como amaciador; coloco menos de meia chávena e umas 5 gotas de óleo essencial. O vinagre de cidra também pode ser usado como amaciador de cabelo! Sim, já usei e garanto que o cabelo não fica a cheirar a vinagre.

A única coisa na qual não consigo mesmo pôr vinagre... é na comida!

E tu, és adepta do vinagre e de outros produtos de limpeza verdes?


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25/01/2015

Andar mais a pé


Levar o carro para todo o lado é um hábito tão enraizado na maioria de nós, que nem paramos para pensar nas alternativas. Deixar o carro em casa e andar a pé ou de bicicleta é uma grande ajuda para diminuir as emissões de dióxido de carbono para atmosfera; além disso, é um excelente exercício físico e, claro, ajuda a poupar dinheiro. 

Eu gosto sobretudo de andar a pé. Vou imensas vezes para o trabalho a pé (são 5 km, ir e vir) e só não vou de bicicleta porque tenho medo dos carros - a ciclovia é apenas um risco azul pintado ao pé da berma. Houve uma altura em que o J. só se deslocava de bicicleta. Percursos perto de casa que fazia, por força do hábito, de carro, agora faço a pé (a não ser que esteja a chover, claro). Ao fim de semana deixamos o carro em casa e andamos de bicicleta, os quatro. Ainda hoje fomos almoçar a Faro, fomos ao centro comercial comprar uma prenda, e andámos por aí, tudo de bicicleta.

Como tudo, é uma questão de hábito. Começa com percursos pequenos, 5-10 minutos por dia. Descobre percursos que podes fazer ao pé de casa. Estaciona o carro mais longe do trabalho ou de casa e vai o resto a pé. Aproveita para fazer meditação a caminhar. Ouve música. Observa o que te rodeia - muitas vezes nem reparamos nos pormenores dos edifícios, das árvores, das ruas em que passamos todos os dias...


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11/01/2015

Reduzir o lixo || o plano

O primeiro passo para reduzir o lixo que fazemos é saber exactamente que lixo e quanto lixo produzimos. Durante 1 semana, pesei todo o lixo que fizemos em casa e observei o tipo de coisas que deitamos fora.

Numa semana fizemos um total de 20,7 kg de lixo, divididos da seguinte forma:

> lixo indiferenciado = 6,5 kg
> papel = 2,5 kg 
> plástico = 1,6 kg
> vidro = 1,8 kg
> areia do caixote dos gatos = 8,3 kg

Dividindo por pessoa e por dia, dá 0,7 kg. Se não contabilizar com o lixo dos gatos, cada pessoa cá em casa fez 0,4 kg de lixo por dia.

Em termos de volume de lixo, os plásticos foram os mais volumosos; deitámos fora 3 sacos com plásticos ao longo da semana. Em relação ao papel, esta semana deitei mais papel para o lixo que o normal, pois digitalizei todos os meus apontamentos do curso do 1º semestre e o papel foi fora. Os quase 2 kg de vidro correspondem a garrafas de cerveja e um copo que se partiu. O lixo indiferenciado é basicamente restos de comida - muitas coisas que poderiam ser usadas na compostagem...

Por um lado fiquei contente com estes valores, pois pensei que fizéssemos muito mais lixo, mas mesmo assim ainda posso diminuir bastante a quantidade de lixo que produzimos. Há muitas coisas que já faço há muito tempo, mas outras apercebi-me ainda posso melhorar... Por exemplo:

> Optar por chá solto em vez das saquetas, sobretudo aquelas saquetas que vêm embrulhadas individualmente!
Perdi a cabeça em Londres e comprei imensos chás, tudo em saquetas. Quando acabar todo este chá, vou começar a optar pelo chá solto. Assim, além de não deitar fora saquetas e embalagens, poupo no chá pois coloco menos quantidade na chávena. Além disso, parece que  chá solto é mais saboroso que o chá em saquetas!

> Não comprar mais água engarrafada
Há já 2 anos que não compro água engarrafada para casa, desde que comprei o jarro Brita, mas continuei a comprar garrafas de 1,5 L para ter no trabalho. Não quero mais comprar garrafas de água. Vou começar a encher um garrafão de 5 L com água do jarro para levar para o trabalho.

> Recusar todos os sacos de plástico
No supermercado já me habituei a levar sempre os meus sacos de compras. Mas noutros sítios continuo a trazer sacos de plástico para casa, como num pronto-a-comer onde às vezes vamos buscar comida. Agora tenho sempre na mala um saquinho de pano daqueles que se dobram e cabem numa bolsinha pequenina... Também arranjei um saquinho desses para o J e qual não foi o meu orgulho quando ele ontem chegou a casa com as compras dentro desse saco!

> Levar as minhas próprias caixas de plástico quando vou buscar comida já feita
O problema das caixas de plástico normais é que pesam mais que as embalagens de comida do pronto-a-comer - e a comida paga-se ao peso. A solução é reutilizar as caixas que eles nos dão. Já tenho várias caixas de sopa e falta-me guardar algumas mais baixas e largas para usar quando for lá buscar o jantar.

> Não deixar os miúdos beber leite com chocolate em pacotinhos em casa
Costumo comprar pacotinhos de leite com chocolate para eles levarem para os lanches na escola, e em casa bebem leite do pacote grande, feito com chocolate em pó. No entanto, muitos vezes eles optam por beber dos pacotinhos quando estão em casa, apenas porque dá menos trabalho... O que obviamente não é justificação quando queremos diminuir o lixo que produzimos...

> Embrulhar sandes em pano e não em papel de alumínio
Recentemente comecei a embrulhar as sandes em toalhinhas de pano em vez de papel de alumínio. Muito mais ecológico!

> Andar mais a pé ou de bicicleta
Muitas vezes vou a pé para o trabalho e vamos andar de bicicleta ao fim de semana, mas a ideia é usar mais frequentemente estes meios alternativos para deslocações aqui perto de casa.


E tu, como fazes para diminuir a quantidade de lixo que produzes?


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06/01/2015

Reduzir o lixo || onde estamos agora

Nesta primeira quinzena de 2015 estou focada num projecto simples mas importante: reduzir o lixo que produzimos. A ideia veio do ebook Healthy Homemaking, o qual estou a seguir para melhorar algumas coisas cá em casa.

Nesta primeira semana vou fazer o seguinte:

> observar bem tudo o que mandamos par o lixo
> tentar perceber que alterações podemos implementar nos nossos hábitos de consumo para reduzir a quantidade de lixo
> anotar e pesar o lixo que fazemos durante uma semana

Esta última é uma coisa que há muito tempo que queria fazer mas ainda não tinha tido coragem. Pus a balança na cozinha, fiz uma folha, presa no frigorífico, para apontarmos os pesos do lixo, e sim - todo o lixo é pesado antes de sair de casa. Começámos no sábado passado e durará 1 semana. Dividi a folha com os vários tipos de lixo: normal, plásticos, vidro, papel, e areia dos gatos (porque é uma categoria bastante pesada...).

De acordo com vários estudos, a quantidade de resíduos produzidos pelos portugueses andará à volta de 0,5 e 1,5 kg por dia, por pessoa. O meu objectivo é ver onde é que nós estamos... e depois, aplicar ainda mais os 3 R's: reduzir, reutilizar, reciclar!

Na segunda semana irei então começar a tentar reduzir (ainda mais) o lixo que fazemos em casa, revisitando as estratégias que já usamos (como não usar guardanapos de papel) e implementando outras.

Se também queres começar o ano a pensar no ambiente, aqui ficam algumas sugestões:




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03/09/2014

Vlog || Jala neti, ou como eu me livrei da alergias

Bem, não me livrei completamente da minha rinite alérgica, mas a coisa melhorou bastante. Há anos que ouvia falar no jala neti, uma técnica um pouco estranha em que se enfia um bulezinho no nariz, fazendo entrar água por uma narina, que vai saindo pela outra... A primeira vez que ouvi falar disto penso que foi o Dr. Oz no programa da Oprah. Achei o máximo e mandei vir um neti pot (o bule), mas nunca consegui fazer... Até que o ano passado aprendi a técnica no curso de intrutores de yoga e agora não quero outra coisa.

O jala neti, ou irrigação nasal, é uma técnica do Yoga. Faz parte de um conjunto de várias acções de limpeza, os shatkarmas, que os yogis usavam para purificar o corpo, com benefícios não só físicos como também espirituais.

O jala neti consiste em fazer correr água morna por uma narina, que, por acção da gravidade, sai pela outra narina, usando um pequeno bule. A água deve ser fervida antes de usada. Na aplicação, a água deve estar morna e ligeiramente salgada. A medida é 1 colher de chá de sal (o mais puro possível!) para meio litro de água, para ficar à mesma concentração que os fluidos corporais (0,9%). No video mostro como executar a técnica - é fácil!

O jala neti tem inúmeros benefícios comprovados, sobretudo a nível das alergias e sinusites. A água, ao passar na cavidade nasal, remove bactérias, porcarias e muco, drena as cavidades sinusais, reduz a tendência para respirar pela boca, tem um efeito calmante e refrescante no cérebro, sendo por isso benéfico para quem sofre de dores de cabeça e enxaquecas. Também diminui a frequência e duração de constipações, reduz os sintomas da sinusite, humedece a cavidade nasal, limpa os canais lacrimais e melhora a visão, e aumenta também o olfacto e o paladar.

A primavera passada andei muito melhor das alergias - quando me sentia mais atacada fazia o jala neti e sentia logo imenso alívio. Este inverno não andei sempre entupida e ranhosa como era costume (também devido à água com limão). Um dos meus filhos, que é como eu e andava sempre cheio de ranho, este ano ficou muito melhor depois de começar a fazer o jala neti de manhã.

O jala neti já faz parte da minha rotina e é um dos meus rituais matinais mais importantes. Quando me sinto mais atacada, faço também à noite, a meio da tarde, ou quando sinto necessidade.

No video falo um bocadinho sobre a técnica e mostro como se faz. Pode ser... hum... algo nojento, mas penso que vendo é melhor para aprender do que lendo...


Eu comprei o meu neti pot (o bule) na amazon há já alguns anos, mas agora já se vende em lojas de material de yoga (por exemplo, aqui).


Experimenta e depois conta-me como correu!


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30/06/2014

Um período mais verde com o copo menstrual

via

Após quase 20 anos a usar tampões, decidi que era altura de arranjar uma alternativa mais amiga do ambiente para aqueles dias do mês... Já tinha ouvido falar bastante dos copos menstruais, mas o medo impedia-me de investigar o assunto mais a fundo... Até que me decidi e comprei o Lunette (não por nenhum motivo em especial, mas sim porque foi o único que encontrei à venda, na Terra Pura, por cerca de 25 euros). Lunette, Diva Cup, Mooncup, LadyCup... funcionam todos de forma semelhante - e são óptimos!

O copo menstrual é isso mesmo: um copo... para o sangue menstrual. Põe-se, deve ficar bem posto para não haver escorrências para fora, tira-se ao fim de algumas horas (6-12), deita-se o sangue na sanita, lava-se o copo e insere-se outra vez. Não há cá plásticos nem papéis inutilizados - dizem que o copo menstrual deve ser substituído ao fim de 5 anos e se fizermos as contas (tampões/pensos para 5 anos vs. copo menstrual), tanto a carteira como o ambiente agradecem.

Comprei o meu há uns meses e não quero outra coisa. Duas colegas minhas também usam e são fãs (provavelmente conheço mais pessoas que o usam, mas o assunto ainda não surgiu...). Claro que o aconselho, mas se tens problemas com sangue, mesmo sendo o teu... é melhor pensares duas vezes. No entanto, umas das vantagens do copo é precisamente essa: temos uma noção melhor do que é que sai cá de dentro e assim ficamos mais em sintonia com o nosso ciclo menstrual.

Os copos menstruais vêm geralmente em dois tamanhos (o mais pequeno para quem não teve filhos por via vaginal e o maior para quem tem fluxo mais abundante ou teve filhos por via vaginal) e vendem-se nas farmácias e lojas de produtos naturais. 

Se, como eu, já tinhas ouvido falar do copo menstrual mas ainda não tiveste coragem para experimentar, vai em frente!

E se já usas copo menstrual, o que achas?



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23/06/2014

Circulo Bio || Produtos de beleza naturais e biológicos

Há dias fui contactada pelo Círculo Bio, uma empresa familiar que comercializa produtos de cosmética biológica e limpeza feitos com ingredientes naturais e biológicos certificados. Fiquei muito contente porque há tempos que queria comprar maquilhagem e outros produtos mais naturais, mas não me apetecia mandar vir do estrangeiro.


O Círculo Bio vende desde produtos para o corpo, cabelo e rosto, produtos para bebé, maquilhagem natural, produtos para aromaterapia, chás e também produtos de limpeza para a casa e acessórios para que possamos fazer os nossos próprios produtos naturais.

Dos produtos que me enviaram, o que mais gostei foi o sabonete líquido 18 em 1 do Dr. Bronner. Já conheço este sabonete há muito tempo, mas nunca tinha experimentado. O sabonete é feito com produtos naturais, biológicos, e de comércio justo, tudo devidamente certificado. De acordo com o fabricante, o sabonete tem inúmeros usos, como shampoo, gel de banho, detergente para a louça, desodorizante, pasta de dentes, etc... experimentei-o como shampoo e não gostei, mas adorei-o para lavar a louça e as mãos. Vou encomendar um frasco e assim substituir o detergente para a louça que costumo usar, que ainda é comprado no supermercado...

Também ando a namorar a maquilhagem... Eu raramente me maquilho e quando o faço é só lápis nos olhos, sombra e pouco mais, mas se tiver estes produtos naturais, mais amigos da pele e do ambiente, de certeza que vou querer maquilhar-me com mais frequência!

Se és como eu e queres mesmo reduzir os produtos tóxicos da tua vida mas não queres ter que fazer tudo de raiz, dá um salto ao Círculo Bio!

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13/06/2014

A escovação corporal a seco

A escovação corporal a seco é um dos meus hábitos mais recentes - e sem dúvida um dos meus preferidos.

As vantagens são inúmeras:

estimula a circulação
esfolia a pele e elimina células mortas
estimula o sistema linfático e promove a eliminação de toxinas
estimula os nervos da pele, rejuvenescendo-a
desentope os poros e descongestiona a pele
ajuda a eliminar a celulite (!!!)

Dominique Loureau, autora do magnífico livro "A Arte da Simplicidade", afirma mesmo que a escovação corporal a seco diária e uma alimentação equilibrada permitem eliminar por completo a celulite em apenas 6 meses!!

Mas então como fazê-lo?

1 || compra uma escova de cerdas naturais e com um cabo comprido
2 || vai para a banheira, despida, e começa a escovação pelos pés, subindo em direcção ao coração
3 || usa movimentos circulares e escova a mesma área do corpo várias vezes
4 || tem algum cuidado nas zonas mais sensíveis, mas a pele habitua-se rapidamente à escova
5 || escova sempre em direcção ao coração, excepto nas costas, onde deverá ser do pescoço para a zona lombar
6 || depois de estar todo o corpo bem escovado, toma um duche alternando entre água fria e quente
7 || após o duche aplica um bom hidratante (eu uso óleo de coco biológico)
8 || uma vez por semana lava a escova e deixa-a secar ao ar


E tu, já alguma vez experimentaste a escovação a seco? O que achas?


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11/06/2014

Os produtos de beleza verdes que eu uso

Tal como referi no último post, viver uma vida cada vez mais saudável e "verde" é um dos grandes objectivos que me tem acompanhado nos últimos 2-3 anos. Hoje vou então escrever sobre os produtos de beleza/higiene pessoal que uso.

Este tema não é novo no blog. Já aqui partilhei algumas receitas de tratamentos faciais e produtos naturais e caseiros que gosto de usar. Actualmente, a minha rotina é esta:


> antes do banho faço uma escovação do corpo a seco; descobri esta técnica há pouco mais de 1 mês e estou a adorar

> no banho comecei a usar sabonete e deixei o gel de banho; quero experimentar os sabonetes de leite de burra e outros, desde que sejam feitos com produtos naturais e de preferência biológicos

> uso um shampoo da NaturVital, que é feito com produtos naturais; já experimentei outras alternativas, como o bicarbonato de sódio, mas não fiquei satisfeita

> como amaciador de cabelo, vinagre de cidra - o cabelo fica óptimo, muito sedoso e não fica a cheirar a vinagre

> após o banho, besunto-me toda com óleo de coco; o óleo de coco é muito bom para pessoas Pitta como eu e nunca tive a pele tão hidratada como agora!

> na cara costumo pôr manteiga de karité porque é menos gordurosa que o óleo de coco; tal como o corpo, a pele da cara nunca esteve tão boa como agora

> também deixei os desodorizantes de supermercado e faço o meu próprio deo com óleo de coco (para hidratar) e bicarbonato de sódio (para eliminar odores); pode adicionar-se amido de milho como antitranspirante, mas eu não gosto

> deixo o cabelo secar naturalmente, mesmo no inverno; a única altura em que secava o cabelo era quando usava franja...

> à noite costumo limpar a pele com uma mistura de óleo de coco e de amêndoas, tonifico com água de rosas ou chá verde e hidrato com óleo de coco

> continuo a usar uma pasta de dentes de supermercado porque ainda não achei alternativas naturais que me agradassem...

> para esfoliar a pele do corpo e face, adoro uma mistura de mel, óleo de amêndoas doces (ou coco) e açúcar branco ou mascavado (o amarelo é muito suave para esfoliar)

> o óleo de coco e a manteiga de karité também servem de baton para o cieiro; aliás, o óleo de coco é dos produtos mais hidratantes e nutritivos que há e estou muito satisfeita desde que comecei a usá-lo para todos estes fins!

Em breve quero mesmo usar uma pasta de dentes natural e fazer o meu próprio protector solar!

E realmente adoro o óleo de coco! É um produto excelente, versátil e muito bom para a minha constituição Pitta (Pitta é um dos doshas de que fala a medicina ayurvédica)


E tu, que produtos naturais e caseiros costumas usar?


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