Mostrar mensagens com a etiqueta fica em casa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta fica em casa. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de março de 2021

A minha primavera.

 





A minha primavera tem cor da luz,

Um branco com uma pontinha de sol.

Um amarelo suave que os pássaros trazem na ponta do bico.

A minha primavera, tem a cor da luz e das primeiras flores.


(clicar nas fotografias para melhor imagem)

quinta-feira, 18 de março de 2021

Conversas ao postigo.

 


Com os sorrisos escondidos em máscaras de pintinhas, plissam os olhos de alegria e oferecem-me alfazema. Contam-me as tias. As minhas tias confinadas. Contam-me que acariciam vezes sem conta os gatinhos que lhes sobem para o colo. A calçada da entrada, já tem rasto de chinelo, uma estradinha arada de passos cansados, como as batidas do coração. Dizem ter os sapatos de saltinho, guardados em bolsas de pano cru, por causa dos bolores. Enfeitam os cabelos com os rolos antigos, cor-de-rosa e, em cada onda que lhes fica, navegam as memórias e estas conversas ao postigo. 


(clicar na fotografia para melhor imagem)


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Birdwatching em casa.




Montamos um cenário ao nosso gosto, obrigatoriamente com água, frutas e sementes.  Mesmo com muita chuva, eles, os passarinhos aparecem. 

O Chapim-azul informação aqui  é dos mais destemidos e, adora maçãs.

A partir de hoje, vou partilhar a variedade de espécies que passam pelo meu quintal com cenários feitos com flores da época e, outros acessórios. 

Espero que gostem.

Beijinhos e bom confinamento. 

Cuidem-se bem!

 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

O Absurdo namoro à janela.




Nas cidades, o namoro à janela regressou do passado. 
Voltou para namorar as ruas, as poucas pessoas que passam e, os automóveis enquanto é dia. O absurdo namoro dos confinados que espreitam as ambulâncias da noite - rasto de luz azul como céu de morte. As insónias, e o paradoxo inocente da bisbilhotice do medo. 

Um namoro impaciente que torna as noites mais longas de sempre num silêncio de paz roubada. Então, alguém canta um fado, ou uma canção da moda. O som de um piano, uma guitarra, um acordeão, um saxofone, uma pandeireta e, faz-se um baile à janela. Soa na noite um coro de alegria em tempo desafinado.



(clica nas fotografia para melhor imagem)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Pequenas joias.

 



Margaridas Africanas e Cavalinha - disse eu ao rapaz que gostava de flores. Calou-se. Um silêncio amuado e confuso, com olhos presos ao chão. Retornou curioso de sobrolho franzido questionando-me:

-Porque me mente se o que vejo, não me parecem flores?

- Então, e se te disser que elas nascem como pequenas joias, acreditas? Perguntei com voz sussurrante, como se o fizesse para quem acaba de acordar.

- Sim mm! - Disse o rapaz arrastando a afirmação, prolongando a sonoridade como se fizesse eco e, se tornasse bumerangue. Agitado de entusiasmo próprio de criança, prometeu que as guardaria no seu cofre de memórias. Deixou para trás a carranca e o amuo, e foi fotografar as flores com o olhar.


(clica nas fotografias para melhor imagem)


sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

A floresta perto de casa.

 






  Ter a floresta perto de casa e, a sorte de poder oxigenar o cérebro.
Terapia sem preço em tempo de confinamento social.


(clica na fotografia para melhor imagem)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Flores de inverno.





Quando escrevo as primeiras páginas da década, as flores estão cobertas deste janeiro branco. Lá, no jardim sempre que é inverno, encontro-as como um arrumo de gavetas cheias daquelas flores feitas de uma espécie de veludo. A macieza e a doçura como um pó de amor que só temos nos jardins das nossas mães. O trato como se fossem filhos e, o início de um livro com o frio conhecido no tempo certo. 

(clica nas fotografias para melhor imagem)


sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Primeiros dias do ano, 21.

 



Regresso com este abraço de palavras que escrevo com o olhar diário das fotografias. Com os passos a estalar o chão vidrino, andei nas geadas brancas dos dias primeiros do ano. A sinopse da esperança, tem esta cor de geada branca e, no entanto, sinto um fogo na alma que contraria o frio de inverno. A beleza do branco. A beleza do branco, concentra a projeção da calma, do novo, do sem mácula. A ilusão de um aconchego em lã de merino e, um querer adormecer na alvura que apaga o ruído inquietante das coisas que temo.

(clica nas fotografias para melhor imagem)


Neste regresso ao confinamento social, deixo ânimo e esperança para todos e, que o ano 21, ilumine o nosso livre arbítrio.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Último dia do ano.

 


Na mesa, uma toalha de recortes com todas as fotografias que nos cabem no coração. Desfiamos um rosário de máscaras, benzemo-nos em antissético e, rogamos calor de abraços e de beijos inocentes.  Suplicamos pela vida, imploramos os laços de sangue. Ano de cruz. Lá fora, a última lua cheia da década, o último dia do ano e, os amigos que não entram em casa. Prisioneiros e famintos, somos como lobos em matilha num dia frio de profundo inverno. Acendemos as velas, olhamos fixos a chama como se fosse verão e, acreditamos que não estamos sós.


(clica na fotografia para melhor imagem)


domingo, 10 de maio de 2020

Preciosidades.



As primeiras rosas do quintal e os romances de sempre, trazem memórias das tias. Agora velhinhas e confinadas nas suas casas, dizem que têm olhos de lágrimas sempre que olham nas paredes, os retratos de família. A saudade. A saudade e o medo de voltar a sair e de não conseguirem caminhar direito pelas ruas com os seus sapatos de saltinho.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Abril em casa e o confinamento.



No silêncio deste confinamento generalizado, ainda sentimos que o melhor lugar é a nossa casa. O desafio de fotografar e passar uma mensagem de harmonia do que vem de fora, e a capacidade de a transformar dentro das nossas paredes, é um desafio. Deixo-vos uma espécie de cabaz fotográfico muito caseiro dos meus dias, num sítio em que o alimento puro passa pelas palavras, pelo emocional e espiritual, onde o aconchego acontece e também se come de tudo um pouco.